Somos todas Guarani-Kaiowas.

Por isso mesmo, o Brasil sempre foi, ainda é, um moinho de gastar gentes. Construímo-nos queimando milhões de índios (…). Darcy Ribeiro.

A Universidade de Brasília foi fundada com um espírito, um sonho, um entusiasmo: tomar o Brasil como problema, produzir conhecimento e formar gente a serviço da transformação do país, e não indiferente aos seus rumos.

Somos herdeiras desse projeto de universidade. O Movimento Honestinas nasce para defender os interesses das/dos estudantes da UnB, mas também os seus sonhos, os seus princípios, a sua dignidade política. Queremos tomar parte na construção de uma universidade comprometida com as lutas por um Brasil que pare de queimar índias, negras, trabalhadoras, homossexuais como combustível de seu “progresso”.

Por isso, acreditamos que o movimento estudantil e a universidade não podem se omitir diante da situação de extermínio genocida da comunidade indígena Guarani-Kaiowá, para a qual muitas de nós fomos despertadas nos últimos dias.

Na carta dirigida ao Governo e à Justiça do Brasil, a comunidade Guarani-Kaiowá do território Pyleito Kue/Mbarakay, no Mato Grosso do Sul, nos informa da situação que têm enfrentado, de expulsão das terras que tradicionalmente ocupam e violência sistemática por parte dos pistoleiros das fazendas, e anuncia: “Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos”. Privar os índios dessa terra é privá-los de sua fonte de sustento e ainda, literalmente, de seu chão existencial.

Para além de uma manifestação pontual, o movimento estudantil deve questionar(-se): a Universidade de Brasília tem tomado o genocídios dos Guaranis-Kaiowás como seu problema, ou também tem se omitido? E a questão indígena, de modo mais amplo, que no DF tem episódios como o assassinato do índio Galdino e a opressão ao Santuário dos Pajés, que espaço encontra na universidade?

Como os projetos pedagógicos e currículos dos nossos diversos cursos contemplam os Guaranis-Kaiowás e os demais povos indígenas do Brasil? Produzimos conhecimento com eles, sobre eles? Que relação mantêm com as nossas atividades de pesquisa e extensão?

As cotas para indígenas, instituídas na UnB faz alguns anos, foram um avanço conquistado pela luta dos povos indígenas. Porém, não basta garantir sua presença de maneira compensatória, marginal ao projeto de universidade. É preciso ampliar os canais para a presença dos povos indígenas como produtores de conhecimento nas universidades brasileiras, e inserir a questão indígena como um dos grandes desafios que precisamos compreender e enfrentar em nossas atividades de ensino, pesquisa, extensão, cultura, política desenvolvidas na universidade.

Somos todas Honestinas, somos todas Guarani-Kaiowá!

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